"Cada vez mais a carroça se
aproximava de seu destino. O jovem contemplava a humilde paisagem.
- Para onde estamos nos mudando, pai? – perguntou o
garoto.- Estamos indo para Indaiatuba, filho. – explicou o
homem.Walter suspirou. Já era a
terceira mudança que faziam. Tudo isso conseqüente do emprego do Sr.Jonhson,
cuja o dever era administrar as cidades para que crescessem equilibradamente, em relação a sua educação,
alimentação, em relação ao saneamento básico, urbanização. Fracassara nas
cidades anteriores, Indaiatuba era sua ultima chance, ou senão perderia o
cargo.Enfim chegaram à nova
casa. Uma residência bem grande, era como uma mansão antiga, mas adequada à
1915.- Bom Walter, você fica aqui, enquanto eu vou resolver
uns assuntos do trabalho. – informou o pai- Sim, senhor.O menino se aproximou da
janela para observar. Ele nunca tinha visto uma cidade tão pequena durante os
seus 10 anos. Então subiu as escadas e foi para seu o seu quarto. A criada já
tinha desfeito suas malas e as guardado no armário.Normalmente quando ficava
sozinho, Walter lembrava-se de sua falecida mãe. Ele não a tinha conhecido
muito bem, ela morrera quando o filho tinha apenas dois anos, mas mesmo assim,
sentia falta da mãe. Curioso,
resolveu sair de casa às escondidas para conhecer a cidade. O jovem se
esgueirou até a porta da frente, se certificou que ninguém estava olhando e,
então, saiu para averiguar. Olhou ao
redor e viu várias palmeiras, homens de terno e chapéus, mulheres de longos
vestidos e também havia crianças por alí, meninas vestidas com vestidos
floridos e tranças, enquanto os meninos usavam camisas e suspensórios, como
Walter. Tinha também plantações e casas simples ao seu redor, mas como estava
ficando tarde, resolveu voltar para o lar. Quando
chegou, o garoto se deparou com a tragédia, seu pai estava em casa, mas estava
caído no chão imóvel, com os empregados assustados ao lado. O menino ficou sem
reação, e desatou a chorar. Médicos chegaram, e depois de examinarem o corpo
disseram:- Sinto muito, o Sr.Jonhson teve uma parada cardíaca.
Devemos leva-lo ao hospital para mais exames. Dias se
passaram, e logo o pai de Walter já tinha sido enterrado. Foi então que uma
assistente social bateu na porta da casa do jovem Jonhson, informando aos
criados que teria que leva-lo para um orfanato, pois ele não tinha família para
cuidar dele, o seu único parente tinha morrido. Walter
ficava deprimido cada vez mais que o tempo passava, foi então que um casal de
fazendeiros o adotou. Não eram uma família muito rica, mas sempre alegres e se
dedicavam muito à sua humilde fazenda. Seu pai adotivo chamava-se Joaquim, e
sua mãe adotiva se chamava Maria. Ao longo
do tempo, o menino começou a ajudar a família na plantação de uva e milho, mas
também ia à escola. Logo, o garoto já tinha pegado gosto pela cidade, sentia-se
grato pelo rumo que sua vida tomou. Passou-se
oito anos, e Walter completara 18 anos. Em homenagem ao seu falecido pai,
resolveu que estudaria muito para virar prefeito de Indaiatuba. Afinal, foi
nessa cidade que passou sua infância, superando coisas ruins, que no final
contribuíram muito para seu desenvolvimento."Insane thoughts
terça-feira, 22 de maio de 2012
Um olhar infantil sobre Indaiatuba
Encontrei esse texto que eu enviei a um concurso em 2010 e resolvi postar =)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O telefonema
O homem rolou um pouco mais sobre a cama e seus olhos passaram pelo relógio que marcava três horas da manhã. A insônia o atacara novamente, até que algo começou a fazer barulho, e ele se deu conta de que era seu telefone que tocava. O homem esperou que alguém o atendesse, mas ninguém o fez, afinal estava sozinho em casa, ele permaneceu imóvel, mas sua mente era inquieta. Será que aquele telefonema poderia mudar sua vida? E se ele atendesse e alguém o comunicaria que algum membro de sua familia estaria morto? E se fosse uma proposta do emprego de seus sonhos? Mas e se fosse alguém avisando-o que seu palpite era o premiado, e isso o tornaria milionario? Cheio de excitação o homem atendeu o telefone:
- Alô?
- Desculpe, foi engano.
E então o homem frustrado largou o telefone sobre o gancho e voltou para sua vida monótona e sem sentido.
- Alô?
- Desculpe, foi engano.
E então o homem frustrado largou o telefone sobre o gancho e voltou para sua vida monótona e sem sentido.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Uma reflexão
Despedidas? São baseadas em lágrimas e abraços apertados, afinal não é fácil, seja você se mudando ou pessoas partindo, por piores que podem ser, sempre nos fortalecem.
Apreciando pela ultima vez a quente brisa noturna da sacada do meu apartamento, me peguei observando a vida de inúmeras pessoas em suas rotinas, amigos se encontrando e rindo de algo que provavelmente vão comentar por vários dias até que vire uma simples lembrança da qual irão sentir saudade um dia. Será que elas também já passaram pelo o que estou passando? Talvez.
Mudei de posição, dessa vez comecei a olhar para a imensidão do céu. Acho que cada estrela que compõem o céu representa momentos da vida, tanto felizes como tristes, leva séculos para se apagar, por mais simples que seja, como a primeira vez que você aprendeu a andar de bicicleta, como uma risada entre irmãos, compartilhar segredos com amigos, seu primeiro tombo, seu primeiro aparelho dental(e como nos achamos feios nos primeiros dias de uso). O que eu quero dizer é que acho que em cada estrela tem um pouco de nós.
No momento estava tentando me conformar e seguir em frente, tentando me desligar desta cidade, das lembranças, mas não pude conter as lágrimas. Um caloroso abraço de meu irmão me envolveu, me reconfortando, e fiquei feliz por não estar sozinha.
Com um bobo sorriso no rosto, percebi, uma nova estrela estava nascendo ...
(...)
Bom, eu usei umas partes de uma redação pra escola que eu tinha que escrever, e me inspirei e escrevi meu primeiro post =)
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